O jogador Zach Miller, do Chicago Bears, após grave lesão é operado para tentar evitar amputação da perna

O jogador Zach Miller, tight end do Chicago Bears na NFL (principal liga de futebol americano dos Estados Unidos), corre risco de ter parte da perna esquerda amputada depois de sofrer uma grave lesão no último domingo. O lance aconteceu no terceiro período da derrota por 20 a 12 para o New Orleans Saints, fora de casa.

Miller saltou para recepcionar um longo passe de Mitchell Trubisky para um touchdown e caiu de mal jeito sobre a perna esquerda na aterrissagem. A queda fez sua perna dobrar para trás e o jogador imediatamente foi ao chão sentindo muitas dores.

Em um primeiro momento, os médicos consideraram que tratava-se apenas de um deslocamento de joelho. Mas exames mais detalhados mostraram que o lance gerou rupturas de ligamentos e, mais do que isso, uma séria lesão na artéria poplítea, o que fez com que Miller fosse imediatamente encaminhado para uma delicada cirurgia.

“Durante nosso jogo com o New Orleans Saintes ontem, o tight end Zach Miller sofreu uma séria lesão no joelho esquerdo, e uma avaliação de nossa equipe médica nos apressou a levá-lo para o Centro Médico Universitário de New Orleans para uma cirurgia vascular urgente para reconstruir a artéria poplítea rompida”, explicou o Bears em comunicado.

A franquia garantiu que a cirurgia foi realizada com sucesso, mas a gravidade do problema faz com que seja necessário aguardar os próximos dias para ver como o corpo de Miller responderá ao procedimento. Por isso, a possibilidade de amputação ainda não foi completamente descartada.

“A cirurgia foi realizada com sucesso no domingo pelos cirurgiões vasculares para estabilizar sua lesão. Zach continua no hospital em New Orleans, junto com a equipe médica do Bears, onde permanecerá até uma avaliação mais profunda. Estamos pensando no Zach e em sua família e o apoio de toda a organização vai para ele”, comunicou a franquia.

Veja o vídeo abaixo:

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Brasil enfrentará Argentina em maior amistoso do esporte já realizado no país

Um dia de “conto de fadas” para o futebol americano no Brasil. Assim pode ser resumido o amistoso entre a seleção brasileira e a argentina, em 16 de dezembro próximo.

O jogo será exibido pela ESPN em toda a América Latina, incluindo o Brasil, numa espécie de “esquenta” para a rodada da NFL. O palco da partida é o estádio do Mineirão, que espera um recorde de público: mais de 10 mil pessoas. E o jogo será um dos primeiros em que os atletas não precisarão desembolsar verba do próprio bolso para defender a equipe nacional.

Com patrocínio do site de passagens aéreas MaxMilhas e do Hotel Ramada Encore, em Belo Horizonte, os atletas viajarão de graça para disputar o jogo amistoso.
“É a primeira vez que a convocação não será feita por aspectos financeiros, será por técnicos. É triste ter que convocar alguém por ser rico. Dessa vez, são os melhores”, afirmou o técnico Gabriel Mendes, do Brasil, ao blog “MVP”.

O “conto de fadas” deve ajudar a promover ainda mais o futebol americano na capital Belo Horizonte. Recentemente, foi criado o time do Sada/Cruzeiro, e BH já teve uma partida no Mineirão para mais de 8 mil torcedores, em duelo válido pelo campeonato brasileiro.

“O Cruzeiro está efetivamente pagando de 10 a 15 jogadores, a maioria deles com passagem pela seleção. Escolheram os melhores do país e, hoje, em Belo Horizonte, tem gente vivendo de futebol americano”, celebrou Mendes.

A expectativa, porém, não é de um duelo de alto nível técnico. Assim como no Brasil, a Argentina ainda engatinha no futebol americano. O país, que é tradicional no rúgbi, costuma ter jogos com apenas 9 na linha, por falta de atletas.
Apesar disso, no dia 16 de dezembro, o futebol americano no Brasil viverá seu dia de Super Bowl.

 

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Jogar futebol americano antes dos 12 anos pode ter um impacto no comportamento e no humor durante a idade adulta

Jogar futebol americano antes dos 12 anos pode ter um impacto no comportamento e no humor durante a idade adulta, devido aos reiterados impactos na cabeça que os jogadores sofrem, revela um estudo publicado nesta terça-feira e realizado entre ex-jogadores.

Aqueles que começaram a praticar o esporte quando crianças apresentaram risco maior de sofrer com depressão, apatia, ou outros problemas de comportamento aos 51 anos, segundo pesquisa publicada na revista científica Translational Psychiatry, que não o relacionou com transtornos de memória nem de capacidades intelectuais.

Esta exposição precoce “pode ter consequências neuro-comportamentais no longo prazo”, afirmaram os autores.

Os jogadores mais jovens, cujo cérebro está em plena fase de amadurecimento, podem receber mais de 200 impactos na cabeça por temporada, destacaram.

No entanto, os estudiosos não encontraram conclusões de que os golpes repetidos na cabeça causem algumas das “disfunções” observadas em ex-jogadores em estudos anteriores, razão pela qual pediram que as pesquisas a respeito continuem.

Especialistas que não participaram do estudo também se mostraram prudentes sobre o tema.

O relatório “aponta que esses jogadores sofreram lesões cerebrais de forma reiterada, mas não fornece nenhuma prova a respeito”, indicou Michael Swash, especialista em Neurologia da London School of Medicine.

Além disso, não incluiu o exame dos cérebros dos 214 ex-jogadores participantes, baseando-se apenas em suas respostas a uma pesquisa por telefone e Internet.

Para David Reynolds, responsável científico do Alzheimer’s Research UK, esportes como futebol americano contribuem para levar uma vida saudável e ativa.

“É importante que as descobertas sobre os riscos potenciais de qualquer esporte sejam analisados detalhadamente, para que as pessoas possam tomar decisões bem informadas sobre as atividades nas quais estão se envolvendo e como minimizar os riscos”, disse Reynolds em comentário divulgado pelo Science Media Centre.

Em abril de 2016, um estudo indicou que 43% dos ex-jogadores de futebol americano estudados apresentavam sinais de lesões cerebrais traumáticas.

A Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos (NFL, em inglês) está sendo analisada pelos traumatismos cerebrais que ocorrem nos gramados.

“Em 2015, concordou em pagar um bilhão de dólares para acabar com as milhares de ações de ex-jogadores com problemas neurológicos.”

* AFP

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Los Angeles sofre para levar público ao estádio na NFL

maior “lavada” da semana 1 da NFL aconteceu em Los Angeles, no Coliseum, onde os Rams atropelaram o Indianapolis Colts por 46 a 9. Mas mesmo sendo um jogo de abertura da temporada do futebol americano profissional nos Estados Unidos, pouca gente testemunhou o ocorrido.

Ok, “pouca gente” não, mas certamente não foi o número de pessoas divulgadas pelos Rams, que disse que 60 mil ingressos foram distribuídos para o duelo no estádio olímpico, que tem capacidade para 93 mil pessoas.

No primeiro quarto, imagens registradas por quem estava no jogo tornam difícil acreditar que havia 60 mil pessoas no estádio.

Segundo alguns especialistas da mídia norte-americana, o público presente no estádio era de cerca de 30 mil pessoas.

Um bom comparativo veio na noite anterior, no jogo entre USC Trojans e Stanford Cardinals pelo futebol americano universitário, onde o publico anunciado foi de 77 mil pessoas e as arquibancadas do Los Angeles Coliseum parecia mais cheia.

E pouco antes da partida da NFL no domingo era possível encontrar ingressos a míseros US$ 6 (R$ 20), sendo que a média de preço de bilhetes da NFL no último ano foi de US$ 93 (cerca de R$ 280).

Depois de 20 anos fora, essa é a segunda temporada dos Rams de volta a Los Angeles. E a cidade mais famosa da Califórnia ainda recebe os Chargers em 2017, tendo dois representantes na NFL.

USC e Stanford jogaram no Coliseum no sábado à noite

Os Chargers ainda não jogaram em casa, mas no StubHub Center, onde mandará seus jogos, cabem cerca de 27 mil pessoas. Na pré-temporada, o time atraiu apenas 21 mil pessoas no seu primeiro jogo na nova cidade.

O StubHub Center e o Los Angeles Coliseum são apenas casas provisórias de Rams e Chargers, já que os dois times estão construindo um estádio em Inglewood com capacidade para mais de 70 mil pessoas e previsão de abertura em 2020.

Mas será que até lá Los Angeles vai ter pegado o gosto pela NFL?

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Furacão Harvey – Houston Texans e Dallas Cowboys vão doar US$ 1 milhão para as vítimas

Furacão que atinge o Texas desde sexta-feira é o pior da história do estado em 50 anos

O esporte também é uma maneira de ajudar a comunidade de uma certa cidade e/ou estado. Isso é o que o Houston Texans e o Dallas Cowboys estão tentando fazer para as vítimas do furacão Harvey, doando US$1 milhão cada um para ajudar no resgate e na reconstrução, principalmente, da cidade de Houston, a mais afetada pela tragédia.

O furacão, que já é considerado o pior da história do estado do Texas em 50 anos, começou a atacar Houston na sexta-feira (25), e se transformou numa tempestade tropical no último domingo (27), deixando mais de R$3 bilhões de reais em prejuízos. Por sorte, a parte central da cidade não foi atingida pelo furacão, mas as fortes chuvas provavelmente irão alagar essa área, e causar mais danos no comércio. A estimativa de mortes não foi divulgada, mas, só no domingo, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas das enchentes.

Na parte esportiva, o maior dano causado foi o cancelamento do voo dos Texans de volta para o Texas, depois da derrota contra o New Orleans Saints no último sábado (26) por 12 a 0, além do quase certo realocamento do jogo de futebol americano universitário entre BYU e LSU, que aconteceria na cidade. Nessa semana, a equipe de Houston irá treinar em Frisco, uma cidade que fica a mais de 400 km da capital, e a partida entre Cowboys e Texans, que aconteceria no NRG Stadium, deve ser jogada em Dallas, no AT&T Stadium, na quinta-feira (31).

Além das duas equipes, o defensive end J.J Watt, maior nome da franquia de Houston, está fazendo uma campanha para conseguir levantar fundos para as vítimas. Até agora, são US$500 mil arrecadados, e ele continua levantando mais o seu objetivo, tentando igualar os US$1 mi que os times estão doando.

Felizmente, o NRG Stadium não deve ser muito afetado pelas chuvas, mas ainda é dúvida se irão conseguir recuperar a cidade a tempo da estreia dos Texans no dia 10 de setembro contra o Jacksonville Jaguars.

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Elvis Presley – Até o “Rei do Rock”, que morreu há 40 anos, foi jogador de futebol americano em 1965


Elvis Presley jogando futebol americano em 1965

Esta quarta-feira, 16 de agosto, marca o aniversário de 40 anos da morte de Elvis Presley, o “Rei do Rock”. O que muitos não sabem é que a lenda da música mundial emprestou seu talento ao futebol americano quando estava no colégio.

A história é contada por Malcolm Phillips, 88, personagem ligado ao esporte e ao leste de Mississipi, desde que jogou futebol universitário pela East Central Community College e a Universidade de Memphis.

Após deixar a condição de atleta, Phillips aceitou a proposta de ser assistente técnico na Humes High School, em Memphis, onde conheceu o jovem, também de Mississipi, Elvis Aaron Presley, que se formaria na escola, em 1953.

O ex-treinador revela que a impressão inicial que teve de Elvis foi de um garoto muito tímido: “A primeira vez que eu o encontrei, ele estava andando pelo corredor da escola e, quando me viu, se escondeu atrás de uma porta, pois estava com vergonha”, disse.

“Elvis, como muitas outras crianças, era muito pobre, tímido e vivia em projetos sociais”, continuou o ex-Phillips, que disse ter começado a treinar Elvis, quando ele assinou um contrato para jogar futebol americano durante o verão”, disse em entrevista ao jornal “Washington Times”.

“Eu estava treinando Bobby (Red) West, e Elvis começou a conviver com Bobby. então, acho que foi neste momento que ele decidiu que queria jogar futebol, como os outros faziam”, seguiu o ex-técnico.

“Na Humes, se você fosse homem, a expectativa era que você praticasse o esporte. Ele tinha velocidade e era rápido, mas não gostava de ser atingido, ou de ter que atingir os outros”, contou Phillips.

Além de não ser fã dos contatos brutos que o esporte proporciona, Philips revelou que Elvis não gostava de usar capacete para jogar, pois ele não queria estragar o cabelo.

“Eu sempre dizia para os rapazes vestirem os capacetes, mas, quando prestava atenção, um deles estava sem o equipamento, era Elvis”, continuou Phillips, que revelou o fato do cabelo de Elvis ser diferente dos outros colegas, era volumoso e atrapalhava na hora de colocar o capacete.

Phillips disse que não demorou muito para Elvis deixar o time, pois precisava conseguir um emprego depois da escola. “Ele veio até meu escritório dizendo que havia conseguido um emprego de empacotador em uma loja de doces e, portanto, precisaria deixar o futebol”, continua o ex-técnico.

“Ele precisava de dinheiro para pagar a escola e futebol não era mesmo seu forte, nunca foi, sempre foi a música”, encerrou Phillips.

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John Urschel, fora da NFL – Aposentadoria precoce do futebol americano


O offensive lineman John Urschel, do Baltimore Ravens, surpreendeu a todos nesta quinta-feira (27) e anunciou sua aposentadoria do futebol americano profissional aos 26 anos de idade. O atleta decidiu pendurar as chuteiras um dia depois do primeiro treino coletivo do training camp da franquia.

A decisão do atleta, que foi anunciada de maneira oficial pelo Baltimore Ravens, se dá dois dias depois de um estudo médico feito pela Universidade de Boston indicar a presença de encefalopatia traumática crônica (CTE, em inglês) em 99% dos cérebros de ex-jogadores da NFL falecidos que doaram os órgãos para pesquisas científicas.

Uma fonte ligada aos Ravens confirmou que a decisão do atleta esteve diretamente ligada aos resultados do estudo. Urschel deixou as instalações do time antes do treinamento sem fazer um comunicado oficial.

“Nesta manhã John Urschel me informou de sua decisão de se aposentar do futebol americano”, declarou o técnico John Harbaugh, em nota. “Nós respeitamos John e respeitamos sua decisão. Agradecemos seus esforços ao longo dos últimos três anos e desejamos a ele o melhor em seus futuros empreendimentos”, completou o head coach.

Harbaugh admitiu que a decisão pegou a todos de surpresa.

“Isso foi do nada. Ele estava trabalhando duro. Estava trabalhando em seus snaps durante todo o verão. Estava fazendo um grande trabalho. Foi definitivamente uma surpresa dessa maneira”, frisou.

O treinador confessou que Urschel explicou sua decisão, mas deixou para o próprio atleta revelar ou não suas justificativas.

“Ele disse que vai se aposentar do futebol americano. (E) que isso foi algo que tem estado na sua cabeça há um bom tempo e durante a offseason. É isso o que ele decidiu fazer. Respeitamos John tremendamente”, pontuou.

Urschel é conhecido por suas grandes habilidades matemáticas e está cursando seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), com foco na teoria do gráfico espectral, álgebra linear numérica e aprendizagem de máquinas.

A expectativa era a de que ele fosse brigar pela vaga de center titular dos Ravens durante o training camp.

Em janeiro, em entrevista ao programa Real Sports With Bryant Gumbel, da ‘HBO’, Urschel afirmou que sua paixão por jogar futebol americano superava o medo dos riscos de sofrer traumas na cabeça.

“Eu reconheço que isso é um pouco irracional, mas estou fazendo isso. É mais importante para mim que eu seja capaz de fazer as duas coisas que amo. Eu não sei realmente se as pessoas fizeram coisas que eu já fiz. Não sei se vão fazer depois de mim. Mas eu gosto de esculpir meu próprio caminho e não ouvir o que as pessoas dizer que posso e não posso fazer”, declarou na época.

Urschel já teve problemas com trauma na cabeça. Em agosto de 2015, ele sofreu uma concussão quando bateu capacete contra capacete e ficou inconsciente por alguns instantes.

“Acho que prejudicou minha capacidade de pensar bem matematicamente. Levou cerca de três semanas antes de estar pronto para o futebol americano. Levou um pouco mais antes de minha capacidade de visões de alto nível voltar”, observou.

John Urschel recentemente foi nomeado para o 30 under 30 da conceituada revista ‘Forbes’ no campo da ciência. Ele tem seis artigos de matemática publicados e revisados por colegas e tem três mais prontos para revisão.

Selecionado na quinta rodada do draft de 2014 pelo Baltimore Ravens, com a 175ª escolha geral, ele disputou 40 jogos em três temporadas na NFL e foi titular em 13 deles.

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Pancada na cabeça – Danos cerebrais encontrados em 99% dos jogadores de futebol americano falecidos

Pesquisadores examinaram os cérebros de jogadores de futebol americano falecidos e descobriram que 99% deles apresentavam sinais de doença degenerativa, que se acredita ser causada pelos golpes repetidos na cabeça, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

Os pesquisadores encontraram evidências impressionantes de encefalopatia traumática crônica (ETC) em 110 dos 111 cérebros doados de jogadores da Liga Nacional de Futebol (NFL) americana, de acordo com o estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association.

A ETC causa sintomas como perda de memória, vertigem, depressão e demência. Os problemas podem surgir anos após o fim da carreira de um jogador.

Nos últimos anos, a NFL enfrentou críticas e processos ligados à questão das concussões e traumatismo craniano. Em 2015, a Liga chegou a um acordo de US$ 1 bilhão para resolver milhares de ações judiciais de antigos jogadores que sofriam de problemas neurológicos.

Além dos jogadores da NFL, os pesquisadores também examinaram os cérebros de pessoas que jogaram no colégio, na faculdade, semi-profissionalmente e na Canadian Football League.

Os autores do estudo, da Universidade de Boston, descobriram que 87% dos 202 jogadores examinados, cuja média de idade era de 66 anos, apresentavam sinais de ETC.

“Essas descobertas sugerem que a ETC pode estar relacionada à participação anterior no futebol e que um alto nível de jogo pode estar relacionado a uma carga substancial de doença”, escreveram os autores do estudo.

A evidência mais aguda da condição degenerativa, que atualmente só pode ser diagnosticada post-mortem, foi encontrada entre aqueles que jogaram nos níveis mais altos.

Embora a pesquisa – o maior estudo sobre ETC publicado até o momento – sugira que a doença pode estar relacionada à participação no futebol, os pesquisadores alertaram contra a extrapolação dos resultados para a população em geral.

Como os cérebros estudados foram em sua maioria doados por famílias preocupadas, eles não representam necessariamente todas as pessoas que jogaram o esporte.

Os riscos de lesões na cabeça no esporte nos Estados Unidos se tornaram uma grande preocupação conforme ex-jogadores revelaram os efeitos a longo prazo sobre sua saúde, incluindo comportamento errático e transtornos do humor.

A questão surgiu depois que Junior Seau – considerado um dos maiores defensores de todos os tempos – se suicidou em 2012, aos 43 anos. Um estudo post-mortem de seu cérebro mostrou que ele sofria de ETC.

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Futebol americano se fortalece no Brasil e ganha espaço também entre as mulheres

Iris Valentim, kicker do Big Riders, no Camp Cairo Santos 2017 Foto: Rodolfo Mondoni

 

Mulheres no futebol americano

Se engana quem pensa que as mulheres no Brasil só conhecem o futebol americano como o esporte do marido da Gisele Bündchen. O esporte tem ganhado espaço também entre elas e existe até campeonato feminino, atualmente com seis times. Iris Valentim, de 24 anos, joga na equipe carioca Big Riders FA e também veio a São Paulo para participar do Camp Cairo Santos.

“O que eu mais gostei do camp foi estar perto de quem chegou lá. Quando você vê um brasileiro, que também jogava soccer, isso traz um banho de esperança”.

E o encontro com Cairo Santos inspirou mesmo Iris. Após 4 horas de treino no sábado, ela liderou sua equipe na vitória por 33 a 7, contra as Spartans, no domingo.

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OJ Simpson deixa a prisão – Após 9 anos na prisão. ex-jogador da NFL, ganha liberdade condicional


Condenado por assalto a mão armada e sequestro, ex-jogador da NFL vai poder deixar a prisão no dia 1º de outubro

Ex-jogador de futebol americano, O.J. Simpson vai receber liberdade condicional no dia 1º de outubro. Preso há nove anos por assalto a mão armada e sequestro em um cassino de Las Vegas, ele participou nesta quinta-feira de uma audiência na Comissão de Detenção de Lovelock, no estado de Nevada, e ganhou por unanimidade o direito de deixar a cadeia.

Simpson foi condenado a 33 anos de prisão. Agora, com 70 anos de idade e com um histórico de bom comportamento na prisão, o ex-jogador da NFL se enquadrou nos critérios para pedir liberdade condicional, após cumprir o tempo mínimo de pena. Os quatro membros da comissão julgadoram aprovaram o pedido na audiência desta quinta, que durou duas horas.

– Eu vim aqui, passei nove anos sem dar desculpas sobre nada. Estou arrependido que as coisas tenham tomado o caminho que tomaram. Não tinha intenção de cometer um crime. Eu acredito no júri, vou honrar o que eles disseram e não darei problema. Acho que mantive minha palavra. Eu cumpri minha sentença, só gostaria de voltar para minha família e amigos. Acredite ou não, eu tenho amigos reais. Eu cumpri minha pena, tentei ser útil a todos. Lamento pelo que aconteceu, peço desculpas a Nevada – disse O.J. Simpson na audiência.

Simpson demorou a engrenar na NFL. No entanto, em 1973, ele recebeu o prêmio de MVP da temporada. Ele defendeu Buffalo Bills e San Francisco 49ers, terminando a carreira com apenas uma aparição em playoffs e sem conquistar um título de Super Bowl. Mas deixou seu legado em campo.

Inocentado em caso de duplo homicídio

Há 20 anos, O.J. Simpson protagonizou o mais longo julgamento da história do estado da Califórnia, no chamado “julgamento do século”. A ex-estrela do futebol americano foi acusado de ter assassinado sua ex-esposa Nicole Brown e o garçom Ronald Goldman, considerado seu amante, em junho do ano de 1994. O delito catalisou as atenções da mídia e da opinião pública norte-americanas. A perseguição policial atrás de O.J. Simpson chegou inclusive a interromper a transmissão da final da NBA.
Entretanto, mesmo sendo o principal suspeito da morte das vítimas, o ex-jogador foi absolvido de todas as acusações durante o julgamento, transmitido nos principais canais de televisão dos EUA. O processo deu lugar, em 2016, a uma série de televisão intitulada ‘The People v. O.J. Simpson: American Crime Story’ que ganhou vários Globos de Ouro e Emmys.

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