Jogadores em ano de contrato que precisam explodir em 2019

Todo ano, temos notícias dos treinamentos das equipes que são clichês de jornalistas que cobrem os treinos como “está na melhor forma de sua vida”, “ganhou 4 quilos de massa muscular”, entre outros. Muitos desses clichês servem para aumentar as chances de o jogador conseguir uma extensão contratual melhor, ou valorizá-lo de forma artificial, sem que nada seja mostrado em campo, durante a temporada.

Jogadores em ano de contrato (que estão em último ano do contrato vigente) normalmente querem ter o seu ano de explosão para assinar uma boa renovação ou um belo contrato quando chegar a free agency, o que torna alguns (poucos) desses boatos verdadeiros. Entre boatos e informações verdadeiras, o que realmente valerá para um novo contrato é a produção em campo. Veremos aqui exemplos de jogadores que estão nesta situação para 2019.

RB Kenyan Drake (Miami Dolphins)

Drake é um típico jogador, como muitos no ataque do Dolphins, que tem expectativa de estar em sua melhor forma e explodir em todo início de temporada, mas agora, está em ano de contrato e é realmente o ano em que ele precisa de produzir bem para ganhar um bom contrato, seja em Miami ou em outro lugar. Drake apareceu de bota ortopédica nos treinos da equipe, o que não é um bom sinal para o início de temporada. Se Drake perdeu jogos e espaço para Kalen Ballage no início da temporada, precisará de correr atrás do prejuízo para garantir bons rendimentos em seu próximo contrato.

Credit: Thomas J. Russo-USA TODAY Sports

RB Derrick Henry (Tennessee Titans)

Outro jogador em que sempre se fala muito na pré-temporada, Henry saiu do futebol americano universitário badalado, sendo vencedor do Heisman Trophy em uma das suas temporadas em Alabama. Chegou em Tennessee como complemento a DeMarco Murray, estrela da liga na época e com a aposentadoria deste teve de assumir o protagonismo do backfield do Titans. Henry costuma ser o corredor 8 ou 80, que vence na força, por conta de seu biotipo. Muito pesado, demora a acelerar e mudar de direção, o que prejudica em algumas corridas, mas quando embala é capaz de proporcionar lances emblemáticos como o touchdown de 99 jardas contra o Jacksonville Jaguars, em 2018. Muito por conta desses highlights, Henry não deve ter problemas em arrumar um time em 2020, mas um ano bom em 2019 pode lhe proporcionar um contrato top da posição.

EDGE Dante Fowler Jr (Los Angeles Rams)

Escolhido no top 3 do draft de 2015, Fowler nunca teve uma produção que justificasse a expectativa depositada nele na época do draft. Passou todo ano de calouro lesionado, depois voltou e chegou a jogar bem, mas nada no nível de uma escolha top 3 do draft. Trocado para os Rams ano passado, assinou por um ano com a franquia de Los Angeles para provar seu valor. Precisa de melhorar sua habilidade de sair dos bloqueios e conter as corridas adversárias para não ser apenas um jogador de pass rush em 3 descidas longas. Ainda assim, não deve receber um contrato top da posição, a menos que seja um jogador de 20 sacks em 2019, o que com certeza elevaria seu patamar entre as franquias da liga.

EDGE Vic Beasley (Atlanta Falcons)

Jogador líder em sacks da liga em 2016, Beasley não teve sucesso parecido em 2017 e 2018 e caiu bastante de produção. Sofreu e foi inconsistente como quase todo time de Atlanta ano passado e vai precisar de voltar ao nível de 2016 para ter uma boa renovação de contrato para 2020. Com as renovações de Grady Jarrett, Deion Jones e Matt Ryan nos últimos tempos e a de Julio Jones chegando, creio que Beasley vá ganhar seu novo contrato em um outro lugar, longe do Mercedes Benz Stadium.

QB Jameis Winston (Tampa Bay Buccaneers)

Winston, primeira escolha geral do draft em 2015, chegou com status de vencedor do Heisman Trophy no futebol americano universitário e com alguns problemas extra-campo. Em campo, passes maravilhosos e interceptações horríveis, contrastavam e deixavam uma dúvida na torcida sobre Winston ser o futuro da franquia. Em 2019, Winston terá Bruce Arians, gênio ofensivo e um novo sistema que deverá favorecer suas características e precisará provar que vale o investimento de um contrato pesado de quarterback para o bolso do Tampa Bay Buccaneers nos próximos anos e que consegue se manter saudável e instável mentalmente para conduzir o ataque do time da Flórida.

QB Marcus Mariota (Tennessee Titans)

Assim como seu companheiro Derrick Henry e Jameis Winston, Mariota foi vencedor do Heisman Trophy e foi escolhido na segunda escolha geral do draft de 2015, só atrás de Winston. Teve momentos de brilho, como nós playoffs de 2017 contra o Kansas City Chiefs, no Arrowhead Stadium, quando virou um jogo totalmente adverso e momentos bizarros de pane mental. Agora com a promessa de um novo coordenador ofensivo e novas armas dadas pela diretoria, é o “vai ou racha” para Mariota se manter saudável e levar o time de Tennessee ao próximo nível, caso contrário, o time que trocou pelo quarterback Ryan Tannehill deve deixá-lo ir ao mercado e trazer um calouro para amadurecer no banco de Tannehill.

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Tom Brady renova com os Patriots – Quarterback seis vezes campeão da NFL jogará mais três temporadas no New England


O quarterback Tom Brady segue desafiando os limites do envelhecimento para um atleta de ponta. O jogador californiano, que acaba de completar 42 anos, firmou um novo contrato com o New England Patriots, time dos arredores de Boston, e jogará futebol americano profissionalmente até pelo menos os 44 anos. O novo vínculo se encerra ao final da temporada de 2021, cuja partida final, o Super Bowl, acontece em fevereiro de 2022.

Brady é o atual campeão da NFL, e seu novo contrato lhe garantirá vencimentos de 75 milhões de dólares nos próximos três anos: serão 23 milhões de dólares para jogar em 2019, 30 milhões de dólares em 2020 e 32 milhões de dólares em 2021. Embora não seja o jogador mais bem pago da liga, essa é a remuneração mais alta que o hexacampeão do Superbowl receberá nessas duas décadas que atua como profissional.

A forma física de Brady, que permite que ele continue sendo um dos principais jogadores da NFL apesar de já ser um quarentão, já virou até seriado. Em Tom vs Time, exibido pelo Facebook Watch, o jogador mostra a sua rotina regrada e de cuidados com o corpo para manter um nível profissional – e para desespero da esposa brasileira Gisele Bündchen, que gostaria de ver o marido já aposentado a essa altura da vida.

O assunto também virou livro. Em O Método TB12: Como Alcançar Uma Vida Inteira de Alto Rendimento (TB12 é uma referência às iniciais do nome do quarterback e ao número que ele utiliza), Tom Brady dá dicas de condicionamento físico, estilo de vida e até de alimentação, dividindo as receitas fazem parte de seu cardápio de alimentação.

A temporada 2019 da NFL começa no dia 5 de setembro, com o jogo entre Chicago Bears e Green Bay Packers. O New England Patriots de Tom Brady é o atual campeão da liga e estreia no dia 8, contra o Pittsburgh Steelers.

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‘Ballers’: Dwayne Johnson domina tudo no trailer da 5ª temporada; Assista! – Serie narra a vida de um grupo de jogadores e ex-jogadores de futebol americano


A HBO divulgou o trailer da 5ª temporada de ‘Ballers‘, drama esportivo estrelado por Dwayne Johnson.

Confira:

A série foi criada por Stephen Levinson, e tem Mark Wahlberg como produtor executivo.

A narrativa acompanha Spencer Strasmore (Johnson), um atleta aposentado, além das vidas de um grupo de jogadores e ex-jogadores de futebol americano.

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Josh Norman – Largada de touros pode valer multa pesada a estrela dos Washington Redskins

Ente 7 e 14 de julho, as ruas de Pamplona enchem-se de entusiastas da tauromaquia para as habituais largadas de touros de San Fermín. Este ano, uma das largadas teve direito a um participante mediático.

Josh Norman, cornerback dos Washington Redskins – equipa de futebol americano – participou na largada da última quarta-feira. O momento ficou registado nas redes sociais do jogador, mas a brincadeira acabou por causar mal-estar entre a equipa.

Com um contrato avaliado em nove milhões de euros anuais, Josh Norman é o cornerback mais bem pago da NFL (liga profissional de norte-americano) e uma das esperanças dos Redskins para a próxima época. Com 16 feridos registados até ao momento, Norman colocou seriamente em risco a presença em campo, numa situação que não teve o aval dos responsáveis do emblema norte-americano.

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Futebol x futebol: brasileiro do Miami Dolphins, Durval Queiroz (Duzão) encontra Vinicius Jr., craque do Real Madrid

Em curta passagem pelo Brasil, Durval Queiroz e Kenyan Drake visitam atacante merengue e da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro; mais tarde, dupla dos Dolphins prestigia jogo da Copa América

A agenda de Durval Queiroz e Kenyan Drake no Rio de Janeiro não para. Depois de visitarem projetos sociais, o Cristo Redentor e receberem os fãs cariocas em uma noite de autógrafos, os jogadores do Miami Dolphins, da NFL, conheceram nesta sexta-feira o atacante Vinicius Jr., de 18 anos. O craque do Real Madrid e ex-jogador do Flamengo ganhou de presente uma bola e um boné autografados pela dupla dos Dolphins.

Ainda nesta sexta, Duzão e Drake acompanharão direto do Maracanã o jogo entre Argentina x Venezuela, às 16h, pelas quartas de final da Copa América.

Duzão fez parte do programa da NFL para lapidar jogadores de fora dos Estados Unidos, International Pathway Program, sendo assim o primeiro brasileiro a chegar na liga sem passagem pelo futebol americano universitário. Em abril, o brasileiro assinou contrato no valor de 6,7 milhões de reais garantidos, mas não tem vaga certa no elenco dos Dolphins.

O brasileiro aproveita as últimas semanas de descanso antes de voltar a Miami para a fase de treinamentos obrigatórios (training camp) e os jogos de pré-temporada da NFL, que vão decidir o futuro do brasileiro na liga.

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NFL estuda “receitar” maconha para atletas e substituir remédios para dores

A onda de legalização do uso medicinal da maconha em diversos estados dos EUA vem revelando potencial de cura da planta em áreas diversas de tratamento e aplicação. Trata-se de uma possível revolução médica em tantas frentes que até mesmo a NFL, liga nacional de futebol americano, passou a discutir a possibilidade de rever suas estritas regras de uso de medicamentos para também se abrir para a cannabis em um futuro próximo.

Atualmente a NFL proíbe o uso medicinal da planta em qualquer esfera para seus atletas, mas a possível revisão de tal restrição nasceu de uma colaboração entre a liga e a Associação Nacional de Jogadores de Futebol do país. Em parceria foi criado um comitê para explorar o potencial curativo e analgésico de tratamentos alternativos – que incluem a maconha. A ideia é que a planta possa ser utilizada como um medicamento menos invasivo, mais natural e com menores efeitos colaterais para a dor em jogadores contundidos.

Segundo o médico-chefe da NFL, Allen Sills, o anunciou fez desse um “dia verdadeiramente histórico e de orgulho para a liga e a associação ao criarem uma parceria como essa. O fim da proibição, se aprovada, pode se dar efetivamente cedo – a ideia é que a maconha medicinal possa ser utilizada pelos jogadores a partir do início da temporada 2021. Esse poderá, quem sabe, se tornar um precedente para outros esportes, a fim de melhorar objetivamente a saúde dos atletas como um todo.

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Touchdown: PF indicia Lula e filho por lavagem de dinheiro e vantagem ilegal

Investigação diz que Odebrecht deu dinheiro para empresa de Luís Cláudio em troca de apoio no governo. Defesa nega.

A Polícia Federal (PF ) indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho mais novo, Luis Cláudio, pelos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. O inquérito policial investigou pagamentos de R$ 10 milhões feitos por patrocinadores a uma empresa de marketing esportivo do filho do petista, que tinha capital social de R$ 1 mil. A defesa de Lula nega o crime e diz que o relatório da PF é “opinativo, com fragilidade jurídica e distanciamento da realidade dos fatos”.

As investigações começaram em 2017, após a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Alexandrino de Alencar. Ele afirmou que, em 2011, Lula, que já não era mais presidente, pediu a ajuda de Emílio Odebrecht para que Luís Cláudio iniciasse sua carreira profissional.

Para a Lava-Jato, em troca da ajuda, a Odebrecht seria beneficiada durante o governo de Dilma Rousseff.

Já a defesa de Lula afirma que o ex-presidente “jamais solicitou ou recebeu, para si ou para terceiros, qualquer valor da Odebrecht ou de outra empresa a pretexto de influir em ato da ex-Presidente Dilma Rousseff ou de qualquer outro agente público”. Os advogados dizem, ainda, que o petista não teve nenhuma atuação nas atividades da Touchdown.

Superfaturamento

Em 2011, o filho do petista pretendia criar uma liga profissional de futebol americano por meio de sua empresa de marketing esportivo, a Touchdown. Alexandrino afirmou à Justiça que pagou R$ 2 milhões para a empresa Concept prestar serviços de consultoria a Luís Cláudio, que se comprometera a pagar R$ 120 mil. De acordo com a PF, o valor pago pela consultoria está 600% acima da média de mercado.

Segundo a defesa, as afirmações dos delatores da Odebrecht são “mentirosas”. “A empreiteira jamais suportou os custos de fornecedores da Touchdown”, diz nota dos advogados. Luis Claudio apresentou o contrato de prestação de serviços firmado com entre a Concept e sua empresa, “comprovando ter feito todos os pagamentos dos honorários contratados e das despesas incorridas durante a prestação dos serviços”, afirma a defesa.

Laranjas

Os investigadores também afirmam que Luís Cláudio usou uma empresa em nome de laranja para movimentar dinheiro ilícito: uma firma de recreação e produção de doces e salgados, com capital social de R$ 1, recebeu cerca de R$ 846 mil da Touchdown em 2013. A própria Touchdown também tem capital social incompatível com seus ganhos, de acordo com a polícia.

Os agentes federais apontam ainda que os representantes dos times que disputariam o torneio de futebol americano relataram, em depoimento, que não tiveram patrocínio anual, apesar do investimento milionário dos patrocinadores.

O relatório policial agora será analisado pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo. Eles vão decidir se oferecem denúncia contra o petista e seu filho.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que o indiciamento “dá sequência ao lawfare praticado contra Lula e familiares. Lawfare é o nome que se dá a uma situação em que a lei é utilizada para fins políticos:

“O relatório produzido pela autoridade policial não tem qualquer implicação processual e muito menos afasta a garantia constitucional da presunção de inocência em favor do ex-Presidente Lula e de seu filho Luis Claudio.”

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Gino Marchetti, lenda da NFL, morre aos 93 anos de idade

A National Football League perdeu uma lenda nesta terça-feira, já que o ex-defensive end Gino Marchetti morreu aos 93 anos de idade. O Baltimore Ravens, onde ele foi ídolo, e o Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF) anunciaram o falecimento do astro.

Marchetti atuou na NFL por 14 temporadas, sendo a primeira com o Dallas Texans, em 1952, antes de chegar ao então Baltimore Colts, onde ele passou 13 temporadas memoráveis (1954 a 1964 e 1966). O ídolo foi um dos maiores pass rushers da NFL, mas isso antes de sacks se tornarem uma estatística oficial em 1982.

O defensive end foi selecionado para o time All-NFL em nove oportunidades, foi selecionado ao Pro Bowl em 11 oportunidades e foi nomeado o melhor defensive end da NFL nos primeiros 50 anos da liga. Ele ganhou dois campeonatos com os Colts (1958 e 1959).

Marchetti disputou 161 jogos em sua carreira, sendo 151 como titular, e entrou para o Pro Football Hall of Fame em 1972.

Antes de jogar na NFL, Marchetti serviu ao Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo esta uma experiência que ele disse que “alterou sua vida”.

 

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Fenômeno Kyler Murray – Abriu mão de R$ 18 mi no beisebol, para fazer história no Draft da NFL

Top 10 no Draft da MLB em 2018, jovem de 21 anos opta por seguir carreira no futebol americano e é favorito para a primeira escolha na seleção de talentos da NFL, nesta quinta-feira.

Fenômeno raro – muito raro -, Kyler Murray vem escrevendo uma das trajetórias mais impressionantes dos esportes americanos nos últimos anos. Ser atleta de altíssimo rendimento em uma modalidade é algo para poucos. O que dizer de quem se destaca em diferentes esportes? No caso do jovem de 21 anos, o talento no beisebol e no futebol americano o colocou na mira de duas das maiores ligas dos Estados Unidos: MLB e NFL.

Com sucesso duplo na carreira universitária, Murray nunca escondeu a preferência por atuar como quarterback. Tanto que, selecionado no Top 10 do Draft de 2018 da MLB, decidiu devolver o bônus de US$ 4,7 milhões de dólares (cerca de R$ 18 milhões na cotação atual) que recebeu do Oakland A’s e entrou no Draft de 2019 da NFL, que começa nesta quinta-feira.

A decisão está longe de ser uma loucura, como muitos poderiam pensar. Kyler já havia deixado o beisebol em segundo plano no ano passado para jogar mais uma temporada no futebol americano universitário. Eleito o melhor da NCAA em 2018, agora é cotado para a primeira escolha na seleção de talentos da NFL – o que pode render contrato de mais de US$ 30 milhões (R$ 117 milhões).

O fato de ter apenas 1,78m de altura – considerado baixo para a posição de QB – torna Kyler Murray fenômeno ainda mais intrigante. Ele compensa a estatura com precisão e força nos passes, além de potentes corridas com a bola. Combinação que deve o transformar nesta quinta no menor quarterback já selecionado na primeira rodada do Draft da NFL em todos os tempos.

Neto de uma sul-coreana, Kyler Murray nasceu no Texas em agosto de 1997. Curiosamente, o pai viveu o mesmo dilema que ele quando jovem. Destaque no beisebol colegial, Kevin Murray foi selecionado pelo Milwaukee Brewers no Draft de 1982 e atuou por uma temporada como profissional em ligas menores até decidir se dedicar ao futebol americano universitário.

Quarterback em Texas A&M, Kevin Murray acabou não sendo selecionado por nenhuma equipe da NFL no Draft de 1987 e encerrou a carreira de atleta pouco depois. O irmão mais novo, Calvin Murray, teve trajetória profissional um pouco mais longa, no beisebol, atuando na MLB entre 1999 e 2004.

Nessa família de atletas, Kyler Murray cresceu praticando diferentes esportes e logo começou a se destacar rebatendo e lançando a bola oval, o que rendeu bolsa na universidade de Texas A&M, em 2015, para jogar tanto beisebol quanto futebol americano. Transferido para Oklahoma no ano seguinte, se tornou QB suplente e continuou fazendo sucesso na equipe de beisebol.

O fato de ter declarado desejo de se tornar profissional no futebol americano não impediu o Oakland A’s de o escolher na nona posição do Draft de 2018 da MLB. De maneira surpreendente, a franquia da Califórnia assinou o contrato de US$ 4,7 milhões com Kyler, mas não exigiu apresentação imediata e permitiu que ele ficasse mais uma temporada no futebol americano universitário.

Explosão como QB
Quando se transferiu de Texas A&M para Oklahoma, em 2016, Kyler Murray sabia que, pelas regras da NCAA, teria que ficar afastado por uma temporada do futebol americano. O plano era seguir jogando beisebol e voltar em 2017, como titular dos Sooners. A espera, porém, foi maior.

Também por questões de transferência, o então dono do posto, Baker Mayfield, ficou um ano a mais que o previsto em Oklahoma e deixou Murray como segunda opção em 2017. Baker foi incrível, levou o time às semifinais nacionais, estabeleceu o recorde da liga em jardas por tentativa e venceu o Troféu Heisman, dado ao melhor jogador da temporada da NCAA.

Quando Baker seguiu para a NFL como primeira escolha do Draft de 2018 pelo Cleveland Browns, o caminho finalmente se abriu para Kyler Murray. Mesmo com a opção de também se profissionalizar no beisebol, o garoto não abriu mão do sonho no futebol americano e optou por encarar a pressão de suceder o Mayfield como QB dos Sooners.

A decisão se mostrou acertada logo nas primeiras semanas da temporada. Sem sentir o peso, Kyler Murray explodiu como quarterback titular em Oklahoma. Não apenas levou o time novamente às semifinais nacionais, como quebrou o recorde de Baker em jardas por tentativa e também venceu o Troféu Heisman – segundo ano seguido para um jogador diferente da mesma universidade, o que não acontecia desde a década de 1940.

Combinando a precisão nos passes e a agilidade para correr com a bola, o “baixinho” Murray surpreendeu com uma das melhores temporadas já registradas por um QB na NCAA. Foram 4.361 jardas lançadas, 1.001 jardas corridas e 54 touchdowns – 42 aéreos e 12 terrestres.

Número 1 do Draft?
O desempenho brilhante em Oklahoma fez de Kyler Murray candidato natural a repetir o antecessor, Baker Mayfield, como primeira escolha no Draft da NFL. No entanto, ainda há alguns obstáculos.

A altura vem sendo um dos principais questionamento dos scouts da liga. Desde a fusão entre NFL e AFL, em 1970, jamais um QB de menos de 1,80m foi selecionado na primeira rodada do Draft. O temor é que o talento de Murray não seja o suficiente para compensar a desvantagem física entre os profissionais.

 

O sucesso recente de jogadores considerados baixos para a posição, como o Drew Brees (1,83m) e Russell Wilson (1,80m), pode ajudar a afastar a desconfiança. Outro ponto que aproxima Kyler Murray do posto de número 1 do Draft é o fato de que cairia como uma luva no sistema de ataque do Arizona Cardinals, dono da escolha e comandado pelo jovem treinador Kliff Kingsbury, fã do QB desde que trabalhava na NCAA.

Outra questão entre Kyler Murray e a primeira escolha do Draft atende pelo nome de Nick Bosa. Muitos analistas consideram o defensive end de Ohio State o principal talento disponível na classe de 2019 e forte candidato a superar o QB na preferência dos Cardinals, que já selecionaram um promissor quarterback no Top 10 do ano passado (Josh Rosen).

Sonho da carreira dupla
No momento, o foco de Kyler Murray está totalmente voltado para o futebol americano. O que não significa que ele tenha esquecido o beisebol. O jovem texano já afirmou diversas vezes que gostaria de conciliar carreiras profissionais nos dois esportes, como fez nos tempos de estudante.

– O que quero mesmo é jogar os dois. Só preciso descobrir como poderia fazer isso – brincou Murray em entrevista recente.

Atletas com talento em múltiplos esportes não são exatamente uma novidade nos Estados Unidos. Astros como os multicampeões do Super Bowl, Tom Brady e Troy Aikman, também chegaram a serem escolhidos no Draft da MLB. Outro destaque da NFL, o wide receiver Terrell Owens se aventurou no basquete jogando uma Liga de Verão pelo Scramento Kings. Não faltam exemplos de jogadores com carreiras no futebol americano e no atletismo.

Apesar dos muitos casos, são raros os atletas que conseguem alcançar o ápice profissional conciliando carreiras no esporte. Os exemplos de sucesso mais recentes em que Kyler Murray pode se inspirar são das décadas de 1980 e 1990.

Com oito anos de carreira na MLB e quatro na NFL, o lendário Bo Jackson se tornou, em 1990, o único jogador até hoje a ter alcançado o Jogo das Estrelas nas duas ligas. Destaque como outfielder do Kansas City Royals, Jackson levou até o prêmio de MVP do All-Star de 1989 da MLB. Simultaneamente, Bo atuava como running back do Los Angeles Raiders na NFL (atual Oakland Raiders) e foi eleito para o Pro Bowl em sua última temporada na liga.

Outro caso de sucesso foi Deion Sanders. Bicampeão do Super Bowl com San Francisco 49ers (1995) e Dallas Cowboys (1996), o cornerback Hall da Fama também conciliou os 14 anos de carreira na NFL com passagem sólida pela MLB, se tornando único jogador a disputar finais nas duas ligas. Com nove temporadas no beisebol, Sanders esteve na World Series de 1992, defendendo o Atlanta Braves. Outro feito exclusivo de Dion foi ter anotado um touchdown na NFL e um home run na MLB na mesma semana, em 1989.

Moda, CR7 e NBA
Naturalmente, futebol americano e beisebol não são as únicas paixões de Kyler Murray. Em suas redes sociais, o jovem de 21 anos se mostra fanático por esportes em geral. Acompanha de perto a NBA e também curte o futebol da bola nos pés: é fã declarado do português Cristiano Ronaldo.

Na bola laranja, o astro Stephen Curry é um dos favoritos de Murray, que frequentemente aparece com camisa do Golden State Warriors ou algum outro artigo ligado ao armador. LeBron James também está entre os ídolos do QB.

Fora do esporte, o mundo “fashion” atrai o interesse de Kyler Murray. Desde os tempos de criança, curte de cuidar do vestuário e acompanha as tendências da moda.

– Eu sempre gostei de marcar presença na escola. Sempre tive uma paixão por roupas, calçados, esse tipo de coisa – admitiu Murray em entrevista ao jornal The Oklahoma.

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Qual o maior salário da NFL? – Quarterback, Russell Wilson, do Seattle Seahawks


Russell Wilson vira o jogador com maior salário da NFL; confira o ranking

Quarterback renova com o Seattle Seahawks por quatro anos e é o mais bem pago

O quarterback Russell Wilson se tornou o jogador com maior salário da NFL ao renovar o contrato com o Seattle Seahawks por mais quatro anos. Aos 30 anos, Wilson passa a ganhar US$ 35 milhões por temporada (cerca de R$ 136 milhões). Com esse rendimento, ele ultrapassou Aaron Rodgers , quarterback do Green Bay Packers , e assumiu a ponta na lista dos mais bem pagos da liga.

Os maiores salários da NFL:

1 – Russell Wilson (QB)

  • O quarterback do Seattle Seahawks tem 30 anos e acertou renovação contratual por mais quatro anos. O salário anual é de US$ 35 milhões (cerca de R$ 136 milhões)

2 – Aaron Rodgers (QB)

  • Quarterback Aaron Rodgers, do Green Bay Packers
  • O quarterback de 35 anos do Green Bay Packers ganha US$ 33,5 milhões por ano (R$ 130,3 milhões).

3 – Matt Ryan (QB)

  • Aos 33 anos, o quarterback do Atlanta Falcons, que foi a terceira escolha do draft de 2008, ganha US$ 30 milhões por ano (cerca de R$ 116 milhões).

4 – Kirk Cousins (QB)

  • O quarterback de 30 anos do Minnesota Vikings ganha US$ 28 milhões por ano (R$ 108,9 milhões).

5 – Jimmy Garoppolo (QB)

  • Ele já foi reserva de Tom Brady nos Patriots e hoje joga pelo San Francisco 49ers. Garoppolo ganha US$ 27,5 milhões por temporada (R$ 107 milhões).

6 – Matthew Stafford (QB)

  • Primeira escolha do draft de 2009, o quarterback do Detroit Lions ganha US$ 27 milhões anuais (R$ 107 milhões).

7 – Derek Carr (QB)

  • Quarterback de 28 anos do Oakland Raiders, ele recebe US$ 25 milhões por ano (R$ 97 milhões).

8 – Drew Brees (QB)

  • O experiente quarterback do New Orleans Saints chegou aos 40 anos ganhando US$ 25 milhões (R$ 97,3 milhões).

9 – Andrew Luck (QB)

  • Aos 29 anos, o quarterback mostra que tem competência (e não apenas sorte) no Indianapolis Colts. O salário anual é de US$ 24,6 milhões (R$ 95,7 milhões).

10 – Khalil Mack (LB)

  • O jogador de defesa com maior salário da NFL tem 28 anos e joga no Chicago Bears. Ele ganha US$ 23,5 milhões por temporada (R$ 91,4 milhões)

20 – Tom Brady (QB)

  • Atual vencedor do Super Bowl, o marido da Gisele Bündchen, de 41 anos, tem o vigésimo maior salário da NFL. US$ 20,5 milhões por temporada (R$ 79,7 milhões). E pensar que quando chegou à liga profissional o jogador que se tornou o maior vencedor da NFL tinha um porte físico nada atraente.
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