Quais são? Conheça cada peça do equipamento de proteção do jogador de Futebol Americano

Crédito da foto: Blog JF KIngs

O Futebol Americano é um dos esportes onde o contato com outros jogadores é inevitável, e sempre resulta em jogadas muitas vezes consideradas violentas. Ainda assim, graças ao alto grau de proteção do material utilizado pelos jogadores, as contusões geralmente são minimas. Confira quais são os equipamentos utilizados pelos atletas da NFL, e qual a importância de cada um deles na segurança das estrelas da principal liga desta modalidade:

A segurança dos atletas sempre vem em primeiro lugar para as 32 franquias que disputam a NFL, a principal liga de futebol americano no mundo. Para preservar seus jogadores, geralmente um time gasta aproximadamente US$ 1,5 mil com equipamentos de proteção para cada atleta, o que faz com que ele entre em campo com nada menos do que dez quilos de uma verdadeira armadura.

Helmut

Com certeza, o equipamento de proteção mais importante é o capacete, ou como é chamado pelos americanos, o Helmut. Geralmente, eles são feitos sob medida para cada jogador, Enquanto na parte externa, o Helmut é feito de policarbonato de plástico, um material leve e muito resistente (semelhante ao material utilizado para a confecção dos capacetes dos astronautas da NASA), na parte interna ele é acolchoado e possui algumas almofadas (chamadas de pads) e bolhas de ar (air bladders), que são ajustadas para que o capacete se torne confortável na cabeça do jogador, além de absorver melhor os impactos e evitando alguns danos ao atleta.

Chin Strap e Face Mask

Também faz parte do capacete, o Chin Strap, que se trata da alça que protege o queixo do jogador, e a Face Mask, que é a grade frontal que geralmente é feita de aço de carbono. Outra proteção para a cabeça dos atletas que é feita sob medida, é o protetor bucal. Alguns atletas ainda utilizam uma viseira, para evitar que alguma coisa entre nos olhos. Outra diferença, é que o no capacete do quarterback e do jogador que fica no centro da linha de defesa, existe um ponto eletrônico, pelo qual ele pode se comunicar com o técnico do time.

Shoulder Pads

Outro equipamento de suma importância para a proteção dos jogadores de futebol americano se trata do Shoulder Pads, que fica abaixo da camiseta (chamada de Jersey), que de fato é uma espécie de armadura em si. O Shoulder Pad protege desde o ombro, até a área do peito, e como é feito de plastico rígido com espuma acrílica e revestido de nylon antibactericida, ele absorve o impacto de quando o jogador é atingido e ameniza a pressão no ponto onde ele recebeu a pancada, evitando boa parte das contusões.

Back Plate, Hip Pads e Neck Collars

Existem algumas peças extras, que são utilizadas de acordo com a posição do atleta em campo. Os corredores, por exemplo, utilizam o Back Plate, para proteger as costas, e os Hip Pads, que são protetores para o quadril (este último, alguns jogadores de outras posições também utilizam). Linebacks e homens da linha de defesa geralmente utilizam o Neck Collars, uma espécie de colar de espuma que protege o pescoço deles quando são empurrados para trás pelo jogador adversário.

Pads

Também completam a armadura de proteção dos jogadores, os pads (almofadas), que são feitas de plástico e revestidas de borracha, que geralmente são utilizadas para proteger as partes inferiores do corpo do atleta, como a coxa, o quadril (como citado acima anteriormente), joelheiras, caneleiras e o cóccix. Tem também a corquilha, que protege os órgãos genitais. Porém, essas proteções não são obrigatórias, e a opção é inteiramente dos atletas (que geralmente utilizam, afinal de contas, proteção é fundamental, não é mesmo?)

Jerseys e Pants

Apesar de não oferecem proteção, não podemos deixar de mencionar as peças que mais se destacam: as Jerseys (camisas ou camisetas, como queira chamar) e Pants (calças). As camisas são feitas de nylon, e possuem painéis laterais para mantê-las firmes. Elas geralmente ficam justas nos atletas por conta do tamanho do Shoulder Pads, e também possuem um velcro nas costas, que adere com o velcro das calças, e desta forma, se mantém firme, ao contrário das camisas de jogadores de futebol por exemplo, que são fáceis de serem puxadas. As Jerseys, pelo contrário, são bem mais difíceis de serem agarradas pelo adversário. As calças também são feitas de nylon, e possuem elastano, material que permite que elas fiquem ajustadas ao corpo do atleta, e que acomoda de maneira confortável as caneleiras.

Luvas e chuteiras

Por fim, luvas e chuteiras também possuem papel importante na vestimenta dos jogadores de futebol americano. As luvas são diferentes conforme a posição dos atletas: corredores, recebedores e quarterbacks utilizam um modelo mais leve (aproximadamente entre 200 e 300 gramas), que possuem um acolchoamento especial para proteger as mãos, e a palma é revestida de um plástico aderente que impede a bola de escorregar das mãos, enquanto a luva dos demais jogadores é bem mais pesada (praticamente tem o dobro do peso), e possui um enchimento bem mais firme, inclusive com alumínio, que é para evitar fraturas.

As chuteiras também mudam de acordo com a posição dos jogadores no campo: os bloqueadores geralmente utilizam travas mais altas, em torno de 2,5 cm, para que tenham mais tração. Existem as intermediárias, cuja as travas medem 1,8 cm e são utilizadas pelos quarterbacks e lineman. As travas mais baixas, de 1,3 cm, são utilizadas pelos corredores e recebedores, já que são mais indicadas para velocistas.

Publicado em Bola, Capacete, Equipamentos, Ombreiras, Protetor, Uniforme | Com a tag , , , , , , , , , , , , | 1 comentário

O Futebol Americano cresceu consideravelmente , no Brasil, atingindo agora a cidade de Franca

O Futebol Americano cresceu consideravelmente, no Brasil, nos últimos tempos. Além de torcedores e admiradores da modalidade, passou a surgir equipes que praticam o esporte. Em Franca, há duas equipes que trouxeram a prática para a cidade, que são “Os Carrascos” e “Franca Imperadores”.

De acordo com o treinador de defesa do Franca Imperadores, Marcos Vinicius, atualmente o processo de formação está em 18 jogadores. Na equipe não há restrição de idade para os jogadores, no entanto a principal faixa etária é de 17 a 23 anos.

“O pessoal que joga conosco é uma galera muito nova, mas também temos jogadores acima de trinta anos, a idade varia bastante, mas não é nenhum problema para nós”, explica Marcus.

A equipe treina semanalmente no Poliesportivo Pedrocão e levam extremamente a sério as regras da modalidade. O time preza pelo trabalho coletivo e também reforça a parte teórica do esporte, e mostram que a prática não depende somente da força física do atleta, mas também da tática e lógica.

Apesar do esporte ainda ser considerado uma modalidade amadora, a equipe tem como objetivo traçar um perfil profissional na cidade. O time Franca Imperadores iniciou a ideia em 2015 e no ano passado colocaram em prática as atividades planejadas e juntos formaram o segundo time na cidade. O primeiro é a outra equipe “Os Carrascos”

“Ainda temos como objetivos jogar amistosos com equipes da região, participar de campeonatos como a Liga Nacional. E neste ano vamos treinar cada vez mais para alcançar essas metas”, explicou Marcos do Franca Imperadores.

O treinador também explica que no inicio foi uma grande carga levar a equipe, já que a disseminação da modalidade era pequena. Hoje, afirma estar orgulhoso por treinar e ensinar o esporte para o time.

Publicado em Franca Imperadores, Os Carrascos, Time | Com a tag , , | Deixar um comentário

Ferramenta eficiente? – Como o replay pode ajudar os árbitros a melhorar os jogos

Durante a semana, duas polêmicas cercaram a utilização do árbitro de vídeo durante o Mundial de Clubes da Fifa. Com o sistema começando a ser introduzido, ainda existem muitas dúvidas com relação a eficiência da ferramenta. Na NFL, esse tipo de sistema já é utilizado e vem dando certo.

Para explicar o sistema, Antony Curti, comentarista de NFL na ESPN Brasil e editor-chefe do site Pro Football, mostrou a fundo como começaram as revisões.

– O marco do replay como forma de rever jogadas surgiu na NFL com o aperfeiçoamento das transmissões. As primeiras a usarem mais câmeras foram as do Monday Night Football na década de 70. Em 1976, o VP de arbitragem da NFL assistiu a uma partida com um cronômetro para ver quanto tempo “se perderia” na revisão. Um lance num jogo dos Bills poderia ser corretamente marcado se houvesse revisão – o que não acontecia ainda – disse Curti, que também comenta o futebol americano universitário no canal por assinatura.

– Dada a necessidade óbvia de se usar o vídeo para ajudar os árbitros, na década seguinte, paulatinamente, a liga começou a introduzir a revisão. Mas ela era feita de ofício, sem ser motivada por desafio de um dos técnicos. Somente em 1999 a revisão começou a ser como é hoje. Além das revisões “de ofício”, que partem da própria arbitragem quando há pontuações ou turnovers, cada técnico tem dois desafios por jogo. Se perderem um dado desafio, perdem um tempo técnico. Se vencerem os dois, ganham um terceiro extra.

– O sistema é assim montado para propiciar melhores chamadas, de modo que a revisão seja uma ajuda para a arbitragem. No final das contas, a modificação da chamada em campo só ocorre quando não existir nenhuma dúvida razoável de que uma ou outra marcação seja a correta.

Para comprovar a eficiência do formato, Curti também mostrou com números o quanto o vídeo diminui os equívocos durante as partidas, mesmo que não seja um método 100% livre de erros.

– Objetivamente falando, temos números para comprovar que as revisões são boas para o esporte. Considerando o pressuposto do árbitro ter que ter 100% de certeza, o número de marcações revertidas mostra como foi útil. De 1999 a 2013, a média foi de uma revisão por jogo (de ofício ou desafio). E destas, 36% foram revertidas. 36% de erros a menos, é assim que temos que ler.

– O futebol americano sempre foi pioneiro no que tange ao uso da tecnologia para ajudar os árbitros. Mas isso em nada impediu que o beisebol, esporte mais conservador e tradicional no que diz respeito a essas interferências, fizesse o mesmo. O benefício, tirando para quem ama discutir erro de arbitragem no dia seguinte, é óbvio. Se a “pureza do esporte” é, para alguns, alterada pela revisão eletrônica, ao menos a justiça e “pureza do resultado” é engrandecida – completou.

Publicado em Geral, NFL, Tecnologia | Com a tag , | Deixar um comentário

Tropa Campinas, que faz parte da elite do futebol americano em 2017, já começou a planejar a próxima temporada da equipe

tropa_campina-foto
Atual campeão da da Conferência Nordeste da Liga Nacional quer se manter na elite do esporte em 2017 e vai iniciar os trabalhos para próxima temporada neste mês

Campeão da Conferência Nordeste da Liga Nacional de Futebol Americano deste ano, a diretoria do Tropa Campina já começou a planejar a próxima temporada da equipe, que agora faz parte da elite do futebol americano em 2017. De acordo com Rommel Raphael, coordenador ofensivo da equipe de Campina Grande, a expectativa é que já nos próximos dias aconteça a primeira reunião de planejamento e o time comece a definir os primeiros passos para 2017.

– Nessa próxima semana a gente vai reunir os treinadores e também os membros da diretoria para começar a definir o planejamento para o próximo ano. Estamos pensando em fazer as seletivas em janeiro, ou até no começo de fevereiro. O nosso principal objetivo é manter o time na Superliga e vamos trabalhar muito forte pra que isso aconteça – comentou.

No último domingo, o Tropa Campina venceu o Maceió Marechais por 15 a 7 e se sagrou campeão da Conferência Nordeste da Liga Nacional em 2016.

Além da conquista, os Tropeiros asseguraram a vaga para a divisão de elite da modalidade no país em 2017, a Superliga Nacional. O título veio após uma campanha praticamente perfeita do Tropa, que nas seis partidas que disputou saiu de campo com vitória.

O time ainda terminou a competição como a melhor defesa da Liga Nacional, mantendo uma média de pouco mais de seis pontos sofridos por partida. A equipe de Campina Grande se junta ao João Pessoa Espectros como segundo representante da Paraíba na competição nacional.

Publicado em Time, Tropa Campina | Com a tag , , | Deixar um comentário

Futebol Americano – Brasil é o sétimo do ranking – O país tem um grande potencial para o Football

Rodeando o Monday Nigth Football que acorrerá no estádio Azteca, no México e que teve todos os seus ingressos vendidos, a ESPN.com e a American Football International (AFI) listaram possíveis mercados para a expansão do esporte ao redor do mundo.

Um ranking de 10 países foi montando e dentro destes país na sétima colocação encontra-se o nosso país, sim, o Brasil, o país do futebol da bola redondo é um mercado em potencial para a NFL.

O site lista alguns pontos para a entrada do Brasil, tais como, o crescimento do esporte em apenas 8 anos, mais de 108 equipes existentes e aproximadamente 8500 praticantes.

A pesquisa também trata tópicos como a paixão dos torcedores e a criação da Superliga, nas palavras do site. “Embora o nível de jogo não seja alto em relação a outros países o apoio dos fãs é selvagem para as equipes da CBFA. Uma estrutura criada este ano para colocar as 31 melhores equipes no país para uma rotação regular. Até 15.000 torcedores aparecem em jogos, rivalizando com eventos de futebol em alguns casos. O Corinthians Steamrollers tem 1,4 milhão de fãs em sua página pública do Facebook. Como resultado, o Brasil é visto como talvez o terreno mais fértil para a expansão das bases no mundo.”

Confira o ranking dos países:
10º – Austrália
9º – França
8º – China
7º – Brasil
6º – Japão
5º – Austria
4º – México
3º – Grã Bretanha
2º – Alemanha
1º – Canadá

Publicado em Brasileiro de Futebol Americano, Campeonatos | Deixar um comentário

Usain Bolt na NFL? Corre ele corre muito, mas para jogar no futebol americano será que dá?

usain-bolt-nfl

O jamaicano Usain Bolt nunca escondeu a sua paixão pelo futebol. Torcedor do Manchester United, o velocista não é modesto a afirmar que seria o melhor do mundo se tivesse seguido a carreira de jogador. Para reafirmar a sua performance nos campos, o tricampeão olímpico dos dos 100m, 200m e revezamento 4x100m garante que teria traços dos craques Messi e Cristiano Ronaldo.

— Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo? Seria uma boa mistura. Combinando o talento dos dois e juntando a minha velocidade e o meu coração, seria o melhor! — afirmou o velocista à revista argentina “Viva”.

Aos 30 anos, Bolt anunciou que se despediu dos Jogos Olímpicos no Rio-2016. O jamaicano pensa em se aposentar do atletismo em 2017 e, brincando ou não, diz que vê com bons olhos defender o seu clube de coração. Ele também tem um convite para jogar futebol americano.

Publicado em NFL | Com a tag , | 1 comentário

Jogos da Superliga Nacional: Ceará Caçadores vence Recife Pirates e vai pra semifinal do campeonato

time-cearense-ceara-cacadores-venceu-na-superliga-nacional-o-recife-pirates-foto

Time cearense venceu Recife Pirates por 37 a 15, reassumiu liderança da competição e já garantiu vaga na próxima fase

A boa fase do time cearense Ceará Caçadores na Superliga Nacional tem agradado os torcedores. Com uma excelente atuação da defesa, o time venceu neste domingo (25) o Recife Pirates por 37 a 15 e garantiu a classificação antecipada para a semifinal da competição.

Além de vencer o clube de pernambuco, o representante cearense reassumiu a liderança da Conferência Nordeste da Superliga Nacional de Futebol Americano e de quebra mantém a invencibilidade dentro de casa.

Segundo o headcoach do Ceará Caçadores, Mike Lima, apesar de o time estar classificado o pensamento dos atletas já está no próximo jogo. “Conseguimos dar ritmo de jogo para todos os atletas e contra os Petroleiros vamos entrar com o que temos de melhor. Garantimos a vaga nos playoffs, e vamos esperar quem será o nosso adversário”, destaca.

Agora o Ceará Caçadores vai até Mossoró para enfrentar o Ufersa Petroleiros (RN) no dia 9 de outubro. Com a vitória fora de casa, os Caçadores garantem a primeira colocação na fase classificatória e decidirão no PV a vaga para chegar à final da Conferência Nordeste.

O jogo

Com uma defesa sólida em campo, os Caçadores abriram o placar com dois touchdowns do americano TBattle e dois pontos extras do kicker Danilo Arrais, abrindo 14 a 0 no time pernambucano.

No segundo quarto, o Recife Pirates até tentou uma reação com um touchdown e um ponto extra, fazendo 14 a 7, porém, Danilo Arrais marcou um fieldgoal e abriu mais três pontos de diferença. No final do 2º quarto, o quarterback Romário Reis marcou um touchdown de corrida, abrindo 23 a 7, e Danilo Arrais com mais um ponto extra fechou a metade do jogo com 24 a 7.

No terceiro quarto, mantendo o 100% de aproveitamento, Danilo Arrais marcou mais um fieldgoal e aumentou a vantagem do time cearense para 20 pontos de diferença (27 a 7). O americano Andrew Griffin, quarterback do Recife Pirates, ainda tentou articular algumas boas jogadas, mas não conseguiu ultrapassar a forte marcação do Ceará Caçadores. No ataque, o running back, Eduardo Maranhão atingiu 130 jardas e o quarterback, Romário Reis, chegou ao seu terceiro jogo sem sofrer interceptação.

No último quarto, os Caçadores ampliaram ainda mais a vantagem com um field goal de Danilo Arrais (30 a 7), e levaram o placar para 36 a 7 com um belo touchdown de passe de Romário Reis para Marlos Reis. O kicker Danilo Arrais, mais uma vez, marcou outro ponto extra e fez 37 a 7 para o Ceará Caçadores.

No final da partida, os Pirates diminuíram a vantagem com mais um touchdown e uma conversão de dois pontos. Placar final no PV, Ceará Caçadores 37 a 15 Recife Pirates.

Publicado em Brasileiro de Futebol Americano, Campeonatos, Ceará Caçadores, Recife Pirates, Time | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

Mulheres jogado futebol americano? Somos tão táticas e técnicas quanto os homens

foto-mulheres-futebol-americano

Maria Júlia, a Maju, joga futebol americano no Paulínia Mavericks (Crédito: Mürdock Fotografia)

Bianca Daga e Rafael Belattini

Muita gente acredita que o futebol americano é um esporte violento, bruto e perigoso. Porém, a modalidade tem crescido de forma impressionante entre os jovens, que começaram a se organizar em times e ligas pelo Brasil afora. O gosto pela bola oval, porém, não é exclusividade masculina e as jogadoras garantem: não devem nada para os homens.

Kamila Pellegrini, de 25 anos, e Maria Júlia Peinado, de 16, são dois exemplos de mulheres que não deram ouvidos para aqueles que alertavam sobre os perigos de se praticar um esporte com tanta ‘pegada’ e se aventuraram dentro de campo.

“Normalmente, quem fala que futebol americano não é um esporte para meninas é por que não acompanha muito”, garante Maria Júlia, jogadora do Paulínia Mavericks, equipe do interior de São Paulo.

Maju, como é conhecida na equipe, teve o incentivo do pai, que também joga futebol americano.

kamila-futebol-americano-mulheres

Kamila Pellegrini é atleta do Diadema Diamond (Anaira Pereira)

Para Kamila, a Mika, do Diadema Diamond, as coisas foram um pouco mais complicadas. Depois de conhecer o esporte por meio de um primo, que tentou montar um time em Ribeirão Pires, a ideia de jogar veio pouco depois de passar por uma cirurgia bariátrica, o que preocupou toda a família.

“No começo, eu tinha só seis meses de cirurgia. As pessoas achavam que eu podia morrer. E um problema ajudou. No meu primeiro treino, estava muito sol. Voltei para casa, minha pressão caiu e fui parar no hospital. Tive insolação e desidratação. Mas na outra semana, já estava lá treinando de novo”, contou a atleta, que foi de 95 para 55 kg, em seu 1,53 metros.

As duas, hoje, praticam a modalidade ‘flag’, onde não há contato, mas contaram que anseiam por “tackles”, e já fazem planos para se transferirem para o “full pad”.

“Sempre quis jogar equipada. Em dois anos, vamos treinar flag, mas vamos para o equipado. Acho que 80% das meninas do meu time querem. Mas temos um pouco de receio, falta preparo. Como muitas não conhecem NFL começamos no flag, que é como uma escolinha para poder ir para o full pad”, conta Kamila.

Nos Mavericks, segundo Maju, a transição já começou. “Pra este ano, a gente estava com o planejamento de ir para o 7 por 7 e ir avançando até chegar no full pad. O que a gente mais quer é ir para o full pad”, explicou.

mulehres-treinando-futebol-americano

Underdogs Football, equipe que Kamila já defendeu (Arquivo pessoal)

Apesar da vontade de ir para o jogo mais físico, as duas ressaltam que a essência do futebol americano não está na ‘pancada’, mas na técnica.

“Futebol americano o pessoal acha que é só pancadaria, que só tem gente se machucando. Mas a gente deixa claro que existe técnica para tudo. Técnica para dar o tackle, uma coisa toda por trás antes de ‘dar porrada’”, explicou Maria Júlia.

“As pessoas tem uma visão de que é um esporte bruto, de força. Mas tem toda a parte técnica”, disse Kamila. “A emoção que o futebol americano dá… você tem que pensar, é tudo muito rápido. Cabeça ligada com o corpo. Tem toda uma inteligência”, descreveu.

E se o futebol americano dos homens começa a conquistar algum destaque no Brasil, elas também acreditam que merecem ser mais bem observadas. Tanto Kamila quanto Maju acreditam que, descontada a questão física, o jogo delas não deve nada para o deles.

“Estudamos tanto quanto eles, a gente analisa vídeo. Somos tão táticas e técnicas quanto eles. Mesmo nível. Claro que temos limitações físicas, mas nada que a gente não possa lutar para conseguir. Se não podemos correr tanto como eles, vamos treinar na academia. Percebemos no camping do Cairo Santos (realizado em junho). Eu e mais quatro meninas fomos convocadas e treinamos junto com os homens. Tem um campo vasto da NFL para nós. Aos poucos, estamos quebrando a barreira de sermos sexo frágil”, afirmou Kamila.

“Acho sim, que está bem no mesmo nível. A gente tem as mesmas coisas que o time masculino tem. A mesma academia, todo o treinamento que os meninos têm, a gente tem. O nosso técnico é o mesmo da equipe masculina e tudo o que exige deles, exige da gente”, contou Maria Júlia.

As duas provam, definitivamente, que futebol americano não é ‘coisa de menino’. São versáteis e peças importantes em seus times. Maju joga há quase três anos, como quarterback e wide receiver. Kamila, além das duas posições, também faz, às vezes, a função de running back.

Publicado em Bianca Daga, Jogadora, Rafael Belattini | Com a tag , , , , | 1 comentário

Cairo Santos atua no Kansas City Chiefs – Brasileiro populariza futebol americano

cairo-santos-kansas-city-chiefs-brasileiro-futebol-americano
Muitos brasileiros buscam o sucesso no exterior chutando uma bola de futebol. O paulista Cairo Santos, 24 anos, não é diferente. Porém, no caso dele, a bola chutada é oval.
Nascido em Limeira, no interior de São Paulo, ele se tornou em 2014 o primeiro brasileiro a disputar um jogo da NFL, principal liga de futebol americano do mundo.

Hoje, em seu terceiro ano como kicker (chutador) do Kansas City Chiefs, ele já ganha status de ídolo dos fãs brasileiros do esporte e, como embaixador do futebol americano e da liga no País, incentiva a prática do futebol da bola oval no Brasil.

Em sua última visita ao Brasil, em junho, mais de 3.000 pessoas se inscreveram em um camp (tipo de treino demonstrativo) que tinha 150 vagas disponíveis, no estádio do Canindé, em São Paulo.
O sucesso surpreendeu até os companheiros de equipe, que não sabiam da força do esporte no País – segundo pesquisa da Global Web Index, o Brasil é o terceiro país com mais apaixonados por futebol americano no mundo, perdendo apenas para Estados Unidos e México.

“Eles não sabem que o Brasil é tão grande assim no futebol americano. Quando eu me encontrei com o time, eles até me zombaram dizendo que agora eu era famoso. Eles acompanharam a repercussão. Até o dono do time veio falar comigo, me agradeceu”, afirmou Cairo Santos.

Anos atrás era inimaginável um brasileiro no esporte dominado por atletas americanos. Para Cairo, entrar nesse mundo é a parte mais difícil da carreira de um jogador.
“Para entrar você tem que competir com os melhores e você é apenas um calouro. Agora eu sei bem o que é necessário para permanecer. Acertar os chutes, os kickoffs (chute inicial) e pensar no próximo jogo para, a cada dia, estar se aperfeiçoando.”

A temporada regular da NFL começa hoje, com Carolina Panthers e Denver Broncos. Os Chiefs de Cairo estreiam no domingo, às 14h, contra o San Diego Chargers. Segundo o brasileiro, esse é o melhor elenco em que ele atuou desde que entrou na NFL. (Folhapress)

Publicado em Cairo Santos, Jogador, Kansas City Chiefs, Time | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Quer jogar futebol americano no Brasil? Niterói Federals seleciona novos jogadores

niteroi-federals-imagem-foto
A equipe de futebol americano Niterói Federals realizará um ‘try out’ (peneira) para selecionar novos jogadores, amanhã (27), às 10h, no campus da UFF no Gragoatá, próximo à Praça da Cantareira. Os interessados em participar deverão preencher a ficha de inscrição e deverão comparecer ao local do teste usando camisa camisa branca e chuteira com travas, além de pagar uma taxa de R$10 reais.

Mais informações podem ser encontradas na página oficial do time niteroiense no Facebook.

Publicado em Brasileiro de Futebol Americano, Campeonatos, Niterói Federals, Time | Com a tag , , | 2 comentários